Família
Âmbar
Doce, resinosa, especiada e quente. A família antes chamada de oriental.
O nome antigo, oriental, caiu em desuso na indústria por razões culturais. O que define a família é a base: labdanum, benjoim, baunilha e especiarias, que dão calor e peso. Ela vai da flor sobre fundo doce, no floral oriental, ao comestível, no gourmand, passando pelo âmbar propriamente dito, resinoso. O âmbar contemporâneo ganhou uma vertente mineral, construída sobre ambroxan, mais luminosa e menos resinosa.
Subfamílias
Floral Oriental
Flores sobre base doce e especiada. Ponte entre floral e âmbar.
Âmbar
Resinas, baunilha e labdanum. Quente e envolvente.
Gourmand
Comestível: caramelo, café, chocolate, amêndoa.
Acordes
Perfumes
Floral Oriental
Good Girl
Carolina Herrera
Floral Oriental
Tuberosa e jasmim postos direto sobre cacau e tonka, com a amêndoa anunciando o doce antes da flor: claro e escuro sem transição.
Olympéa
Paco Rabanne
Floral Oriental
Baunilha cortada por um acorde de sal sobre fundo de pele: um âmbar em que o freio da doçura é mineral.
Âmbar
Baccarat Rouge 540
Maison Francis Kurkdjian
Âmbar
Açafrão e jasmim sobre âmbar cinzento, cedro e resina de abeto: um âmbar mineral em que a doçura nasce do contraste, sem nenhuma matéria doce declarada.
Shalimar
Guerlain
Âmbar
O âmbar que tornou o gênero legível: bergamota em sobredose tensionada contra baunilha e bálsamos, com a etilvanilina numa dose que nenhuma baunilha natural alcança.
Gourmand
Black Opium
Yves Saint Laurent
Gourmand
Café torrado e flores brancas sobre baunilha: o amargor como freio da doçura, num gourmand que se lê pelo contraste, e não pelo acúmulo.
La Vie Est Belle
Lancôme
Gourmand
Íris natural no coração de um gourmand de pralinê e patchouli: o pó frio da raiz como freio do açúcar.